O texto me abalou e eu tive que escrever. Porque, né? Eu me canso desse faz de conta todo, eu me canso dessas pretensões humanas corriqueiras. Eu dizia ontem que eu não tenho paciência para mi-mi-mi, para gente chiliquenta, para quem não aguenta o tranco. O mundo não é para os fracos e a gente tá aqui pra ser feliz. Ficar superdimensionando coisas microscópicas é o mal do século. Não quero ser paladino de nada, nem a voz da razão para as pessoas, mas eu divido os problemas da vida em reais e abstratos. Problemas reais exigem solução e raciocínio. Problemas abstratos, como o próprio nome diz, são abstrações.
Sempre digo que depois de passar por um grande sofrimento você se torna muito mais livre. Livre para arriscar, para viver, para ser e fazer o que quiser pelo simples motivo de que você sabe que aguenta Eu aguento tranco. Eu sou do tipo que levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Eu procuro não perder um segundo do meu escasso tempo sofrendo por coisa pequena. Sim, eu tenho dores que latejam aqui dentro, eu tenho problemas reais aqui fora e, ainda assim, eu só quero é ser feliz.
Eu não faço de conta que odeio nem que amo; eu não faço de conta que dou conta do recado ou que me importo; eu não faço de conta que não sofro e que não dói. Eu não odeio ninguém e a quem eu amo, eu sempre digo isso, com todas as letras: EU-TE-AMO! Eu não deixo mais nada para depois. Eu dou conta de algumas coisas e de outras eu simplesmente não consigo dar, não sei digerir e, portanto, não me atrevo. Eu não faço de conta que não sofro nem que não dói. Dói para c@R@lh0!!! Mas e aí, depois de reconhecer que dói, impõem-se duas opções: sofrer ou seguir. Eu escolho a segunda. Sempre.
Repito: não sou exemplo de nada, não é essa a intenção. Mas é que eu não tenho paciência pra faz de conta nem pra mi-mi-mi.