terça-feira, 2 de outubro de 2012

A importância das atitudes

Na vida, o que conta são as atitudes. Não adianta pregar para os quatro ventos que você sente isso ou aquilo, que você é assim ou assado. O que conta mesmo é o que se faz e como se faz. Nas suas ações é que transparece o que você é e o que você sente. Não adianta falar, falar, falar e não agir de acordo. Não adianta espernear, chorar, afirmar, reafirmar, repetir, dar piti para quem estiver ao redor ver, querendo provar aos gritos aquilo que não conseguiu demonstrar em atos. As pessoas só acreditam se as atitudes são condizentes com as palavras. O outro só entende o que é dito se houver uma ação correspondente.
 
Quem acredita sem ter prova ou fato que corrobore o que é dito, quem acredita sem questionamento algum é quem tem fé. E eu acredito na fé de todo mundo, respeito as variadas concepções religiosas profetizadas por aí. Porém, a fé deve se limitar às igrejas e aos recantos teístas. No dia a dia, na vida real, num relacionamento, as histórias não se desenvolvem baseadas em fé. Elas se desenvolvem baseadas em CONFIANÇA, que é outra coisa. Confiança precisa de prova, precisa de história, precisa de experiência e de fatos. Confiança é construção, trabalho diuturno, ininterrupto. E aí, tendo dezenas de fatos que provam o contrário, atitudes que não condizem em nada com que é dito, histórias cuja conclusão não se liga com os fundamentos; é simplesmente impossível confiar. Vira uma questão de ter fé ou não.
 
Para mim, um relacionamento baseado em fé tende a desmoronar. É possível que se fique junto por um tempo, na esperança - última a morrer - de que as provas surjam e rompam a barreira da passividade, da omissão. Uma hora, a vida cobra atitude. Uma hora, é preciso se posicionar. Uma hora, é imperativo tomar uma decisão. Uma hora, é preciso se indispor com uns para mostrar aos outros o que se quer, o que se é, em que se crê, o que se sente. Não adianta. A vida é feito de afetos e desafetos, de ações e de omissões, de alegrias e tristezas, de surpresas e de mágoas. É preciso escolher, decidir e se posicionar a respeito. Suas atitudes e suas omissões dizem muito mais do que se pode imaginar.
 
Eu sei que tem gente que a gente não faz a menor questão de convencer, mas existem pessoas que merecem respeito, todo afeto e toda atenção. Para estas, eu gasto tempo com palavras, mas também com atitudes. 

3 comentários:

O Divã Dellas disse...

Menina, o que dizer? Seus textos são irretocáveis e eu penso exatamente igual...

Palavras de amor não me convencem, promessas não me bastam... São nas ações que eu avalio os prols e contras.

Amei, Cele!

Pra variar, vc mandou bem!

Beijos!

Verônica

Humberto Alves disse...

Acredito que não podemos nos dar ao luxo de perdermos nosso tempo por alguém que não é louco pela gente, por alguém que não nos ama apaixonadamente e que por conta deste louco amor apaixonado, nem mesmo por um segundo sequer, resiste ficar sem expressar de todas as formas este sentimento que transborda, tomando conta de todas as atitudes daquele que tem urgência em viver, viver este amor!!! Porque quem ama, não vive sem este amor... aliás, quem ama, vive o amor!

Isabelle Gois disse...

Atitude é também a capacidade de concretizar o que realmente está dentro de nós. E como fazer o outro, os outros saberem o que se passa se não for agindo? Bjo