quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Mais uma vez

É normal ter medo. Diante do novo, diante do desconhecido, depois de ter sofrido, depois de algumas portas na cara, depois de muitos nãos; qualquer um treme nas bases. Diante da possibilidade inteiramente nova, diante de algo antigo que você gostaria que fosse diferente, diante da primeira vez, diante de uma segunda chance, é natural ter medo. É instinto de sobrevivência, é autopreservação. Cada um se protege como pode, cada um tenta ao máximo cuidar de si e evita se machucar profundo. É claro que é normal ter medo.
 
O que não dá, o que não cabe, o que não é saudável, o que é triste é quando o medo paralisa a vida, o amor, a felicidade. Tudo ali escancarado à sua frente, esperando o salto e não. Analisando as possibilidades, pode dar tudo errado e terminar estraçalhado por dentro, mas também pode ser que na queda livre surjam asas e um longo voo e a sensação de plenitude. Não pular, não arriscar, não sentir é não viver. Eu fecho os olhos, respiro fundo e dou o passo para cair no precipício.

 

4 comentários:

Alana Braga disse...

Compartilhado com certeza ;)

Alana Braga

Alana Braga disse...

Compartilhado com certeza ;)

Alana Braga

Isabelle Gois disse...

Superrr, lindo!

Unknown disse...

Cele, adoro os seus texto. Eu também tenho mania de me jogar de precípios, mas na maioria das vezes dou com minha cara no chão (risos).Não há de ser nada não, depois se cata os caquinhos...

Mas assim como você deseja, queria em um momento destes criar asas. Quem sabe?

Forte abraço e continue escrevendo para os seus leitores cativos.